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As coisas nunca mais seriam as mesmas

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“Um poeta pode variar os ritmos e as formas dos versos, mas costuma manter-se fiel a seus temas. Sem desmentir tal princípio, este segundo livro de Daniel Seidl de Moura surpreende, todavia, pelo lirismo inventivo e hábil com que nos envolve no seu universo poético, nessa cidadela particular que resiste pela consistência da palavra ao assalto do tempo e à dispersão da memória.

Alternando-se entre os papéis de um ator que reivindica a urgência da palavra e de um figurante perplexo que a recusa, Seidl registra a poesia acidental e erradia que encontra no enfrentamento cotidiano com a maquinaria do mundo. Sua poética nasce, ao mesmo tempo, do desejo e da impossibilidade de comunicar tal descoberta – a secreta matéria lírica de um mundo que se apresenta como vasta engrenagem –, e parece marcada pelo irrecorrível estranhamento de sua própria condição de espectador dessa revelação. Por ironia ou ênfase, os poemas que relatam esse permanente estado de assombro agrupam-se, na parte inicial do livro, sob o título “Vizinhanças”.

A segunda parte cuida das sutilidades que se entretecem no mapa raso da vida diária, onde o poeta acha seu material de trabalho. Seidl não propõe restituir um sentido às coisas que o interpelam: elas são absorvidas na poesia apenas como indícios do regime caótico da existência. A legenda que resume essa seção – “a vida não se imprime nas manchetes/ mas nas notas de pé de página” – denota que o poeta não é aquele que olha mais alto ou mais longe, mas aquele que olha por mais tempo e espera, com paciência felina, que o poema se forme na cena imóvel. A poesia de Seidl tem uma mirada cinematográfica para o que escapa ao enquadramento: ela elege ao acaso, “entre escombros” onde “jaz o eco de um riso antigo”, fotogramas que possam ser salvos da opacidade e da escassez dos acontecimentos.

“Voragem”, última parte, reserva uma redenção noturna desses dias duros. O sexo, como sagração e esporte, é seu tema, mas as musas a quem o poeta oferece tributo não são personagens mudas: elas partilham com ele as notícias de um amor que se reveza entre o êxtase e a exaustão do corpo. Aqui, também, a poética de Seidl parece ser a grande preparação para uma partida indefinidamente adiada, animada pelo desejo de deserção que se bate contra a paisagem. É uma luta válida e vã, que reconstitui a ilusão vital da permanência contra a certeza cruel de que as coisas nunca mais serão as mesmas.”

Alexandre Arbex Valadares

Informação adicional

ISBN

978-85-5547-030-1

Ano de Publicação

2016

Edição

1ª Edição

Número de páginas

68

Autor(a)

Daniel Seidl


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