Surto
POR ANNA BEATRIZ MATTOS
Abram todas as torneiras!
é preciso fazer chover. Chorem! desmedidos e chorados. bem molhados por uma força incontrolável que choca a sua cabeça de pensamentos contra a sua cabeça sentimental. Chove e chora e molha a vi da re partida em sílabas canhestras.
cadê o coração das coisas nessa hora?
viver é amassar os lados,
arranhar os sentidos
é tocar mais alto e desafinado
ela diz:
a música
é
, então ,
aquela nossa forma
de assegurar a vida.




Lindo! Belíssimo poema de Beatriz Matos! Parabéns, literata.