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Blog da Oito e Meio

Seja bem-vindo ao blog da Editora Oito e Meio! 

Aqui neste espaço divulgamos artigos, poemas, contos, crônicas, resenhas, entrevistas e textos em geral de autores relevantes da cena atual, não necessariamente integrantes do nosso catálogo.

A vida de Adèle

Publicado por em 9 de dezembro de 2013 em Resenhas | 4 comentários

                Primeiramente vamos falar de Emma. Emma é uma espécie de representação da França moderna. Ela é moderninha e artista plástica — espécie de clichê juvenil que representa a classe francesa burguesa, artística e intelectual. Ela tem pais modernos e progressistas, ela faz Belas Artes, ela é o estereótipo da lésbica bem resolvida do tipo que frequenta bares gays e passeatas gays e que pode levar as namoradas pra casa pra jantar com os pais (a mãe o padrasto) numa boa. Emma...

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Publicado por em 8 de novembro de 2012 em Poemas | 0 comentários

POR MARIEL REIS   Não se exaspere com a morte. É apenas uma palavra Cava dentro do peito – Repleta de sons agudos. Não, não se intimide Com o susto Embora parte do meu rosto Permaneça indecifrável E repouse, nessa sala, Sob o escuro.

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Desmanchou

Publicado por em 8 de novembro de 2012 em Contos | 2 comentários

POR FRANCISCO SLADE   – Pai, falta muito ainda?   Iam, dessa forma, os dois, o pai puxando o menino pela rua. – Paciência, menino! Já é a milésima vez que você pergunta!   O homem ia, entre resoluto e resignado, andando a passos largos e olhando pra frente; a criança ia, quase suspensa pela mão do pai, misturando suas perninhas curtas e olhando pra tudo que passava à sua volta, com a curiosidade e o espanto próprios da idade. Lá pelas tantas, viu algo que, mais que o resto, chamou-lhe a atenção; – Pai, olha...

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A bola chutou o menino

Publicado por em 8 de novembro de 2012 em Contos | 0 comentários

POR FRANCISCO SLADE Vamos fazer de conta que você é uma criança. Na sua casa, você tá sempre sozinho. Como todo mundo, você gostaria de que seus pais tivessem por perto, pra te dizer certas coisas. Mas eles não estão, e tudo que você tem são lembranças em que eles falam outras coisas, que você queria poder parar de ouvir. Você é uma criança. Na sua casa, tem muitos brinquedos; algumas vezes, você acorda e eles tão todos lá e tudo que você tem de fazer é brincar com eles, inventar o que te der na telha; noutras, eles somem,...

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olhos embaçados colorem o céu

Publicado por em 5 de novembro de 2012 em Contos | 0 comentários

Por Bruna Mitrano estrada de terra esburacada. o ônibus velho, suas partes, as desajustadas ou elas todas, numa sinfonia de ferro. quantas horas? penso: é tarde. e não tenho lugar para ficar. uma mulher viajando sozinha, devem estranhar, as pessoas, eu estranho, quem são? mas não tenho medo, é como se eu conhecesse cada beco dessa cidade. tanta espera, agora acabou. precisou que ela fosse embora para nos aproximarmos. sou mais íntima daquilo que não posso tocar? desço do ônibus tonta, a rodoviária vazia, um forró gritado num rádio...

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Chove sobre os gatos

Publicado por em 5 de novembro de 2012 em Resenhas | 0 comentários

Chove sobre os gatos

Por Marcelo Reis de Mello Resenha do livro Conversa com Leões, de Leonardo Marona (Editora Oitoemeio, 2012).   Os felinos nem sempre foram bem compreendidos pelos homens. Basta lembrar oterrível massacre dos gatos na França pré-industrial, ou então ler as notícias sobre a ameaça que representamosàs onças pintadas no Brasil, ou simplesmente olhar pela janela do carro e notar os inumeráveis bichanos mutilados pelas calçadas, nas grandes cidades, sem rabo ou sem orelhas ou sem olhos, vagando feito pobres diabos nesse mundo cão....

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Na sala de espera de um consultório dentário

Publicado por em 19 de junho de 2012 em Crônicas | 2 comentários

POR RODRIGO NOVAES DE ALMEIDA Leio uma velha revista náutica na sala de espera do consultório do dentista. Tratamento de canal, um nome bonito para se arrancar os nervos, que são enrolados numa agulha fininha e depois puxados de uma só vez. Coisas da vida, tortura com hora marcada e nosso consentimento. Será que Osama tinha um dentista naquele cafofo paquistanês? Vai saber, o cara nem sabia rir, talvez pensasse que saúde odontológica fosse frescura do Ocidente. Obama tem o dele, certamente, com aquele sorrisão maroto… E o nosso...

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O homem da cabeça de plástico

Publicado por em 15 de junho de 2012 em Contos, Poemas | 0 comentários

POR FELIPE G. A. MOREIRA Instruções para cena: Entra O HOMEM DA CABEÇA DE PLÁSTICO. Precisa que a cabeça de plástico cresça até quase explodir. Precisa, sobretudo, parecer que vai explodir. Mas não deve explodir. Todavia, cresce deformadamente até o corpo não sustentar. Dir-se-ia (no sentido de “a platéia toda precisa atingir essa imagem”): “o corpo insustenta”. Determinado momento, cabeça tomba. “O corpo insustenta”. A cabeça de plástico precisa se assexualizar num arredondamento. Isso se dá enquanto ela, a...

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O leite achocolatado Quick, o leite normal e o leite de morango Quick

Publicado por em 15 de junho de 2012 em Contos, Poemas | 0 comentários

O leite achocolatado Quick, o leite normal e o leite de morango Quick

POR FELIPE G. A. MOREIRA Prelúdio O leite achocolatado Quick é absolutamente carinha feliz: O leite normal não tem cara. O leite de morango Quick é absolutamente carinha triste: Ato I                              Tem vezes que está nevando. Eu saio de casa só para comprar leite achocolatado Quick. Eu compro o leite achocolatado Quick  e, então, eu não me sinto tão mal. Mas tem vezes que o leite achocolatado Quick está em falta. Eu compro o leite normal e, então, eu não sinto nada. Tem...

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Violeta

Publicado por em 11 de junho de 2012 em Contos | 2 comentários

Violeta

POR FLÁVIA IRIARTE Viene viene viene viene el gavilán truenos suenan ya yo no tengo dónde estar yo no tengo dónde estar yo no tengo dónde estar     Nada é capaz de dizer a dor de Violeta Parra. As marcas de catapora no rosto. As mãos pequeninas comendo jabuticaba como se sangrassem. O pai branco e bêbado. Nada é capaz de dizer a dor de Violeta Parra.   *   Violeta Parra queria que não houvesse aquelas marcas em seu rosto. Ela as esfrega constante e brutalmente, até ferir. Violeta Parra queria que o pai fosse...

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